I SALÃO de BANDA DESENHADA da AMADORA
Timidamente intitulado "I Salão de Banda Desenhada da Amadora", o Festival nasce na Galeria Municipal. O evento decorre entre os dias 8 e 18 de Novembro.
Autores em destaque são: Catherine Labey, José Ruy, José Garcês, José Antunes, Augusto Trigo, Eugénio Silva, Jorge Magalhães, Luís Louro e Tozé Simões, Victor Mesquita, José Neto e, principalmente, Cardoso Lopes (o Tiotónio) e Morris.
O autor de Lucky Luke terá sido o grande trunfo para iniciar a aposta na internacionalização do Festival.
Esta 1ª edição lança a primeira Feira de Fanzines da Amadora (organizada pelo fanzine "BD & Roll", e com a participação de fanzines portugueses e espanhois), celebrando paralelamente, a banda desenhada e o cinema de animação, com a projecção de diversos filmes animados oriundos da Bélgica, França, Checoslováquia, União Soviética e Canadá, partindo da colaboração activa de Vasco Granja.
Entre os acontecimentos que constavam do programa oficial salientam-se ainda encontros de autores com estudantes, visitas guiadas a exposições, uma sessão evocativa de António Cardoso Lopes e a atribuição do (então único) prémio Zé Pacóvio e Grilinho, que nesse ano distinguiu José Ruy.
Lucky Luke foi o herói em grande destaque, num protagonismo que levantou alguma polémica em relação à atenção dada aos autores portugueses, mas que não desviou o Festival dos seus verdadeiros propósitos, bem expressos no texto do vereador do pelouro da cultura inserto no desdobrável que servia de catálogo à exposição: "(...) À Amadora cabe agora contribuir para o alargamento da influência da B.D. em Portugal. (...)".
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