ANO

RETROSPECTIVA | 1991

: 1991 |

II FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DA AMADORA

Em 1991, o Festival muda-se, entre os dias 31 de Outubro e 6 de Novembro, para o pavilhão da Associação Académica da Amadora, um espaço de maior dimensão que a Galeria Municipal, visto que, já no segundo ano de existência, o Festival assim o justificava plenamente.

Mantendo a Feira de Fanzines de BD, este Festival apresentou duas mostras - Periódicos Portugueses dos anos 60 aos 90 e Relíquias da BD - e, praticamente, o mesmo leque de autores da edição anterior: José Ruy, José Garcês, Augusto Trigo, Catherine Labey, Eugénio Silva, Jorge Magalhães, José Antunes, José Neto, Louro & Simões e Victor Mesquita. Esta edição introduz a mostra de "Novos da BD Portuguesa" apresentando ao público os nomes de Alexandre Cabrita, João Fazenda, José Paulo Marques, Manuel Brum, Mara Andrade, Marina Palácio, Ricardo Blanco, Rui Abrantes, Rui Lacas, Vasco Antunes e Victor Borges.

Também é conferido um lugar de destaque a "Tornado", o herói dos fanzines criado por Estrompa. Na vertente internacional, este Festival mostrou uma exposição de Miguel Angel Anillo, um autor de Córdova (Espanha) desconhecido em Portugal mas que começava a ganhar importância no país vizinho.
Finalmente, ao lado da BD e do cinema de animação aparece o Cartoon. Nesta vertente é evidenciado o trabalho de Sam, Vasco, e o humor desportivo, com desenhos originais de Stuart Carvalhais, Baltazar, Natalino, Teixeira Cabral, Meco, Maya, Pargana, Martins e Zambujal, entre outros. Esta última exposição foi produzida pelo jornal "A Bola"
No campo da animação, Vasco Granja traz à Amadora a obra de nomes como Halas e Batchelor, Raoul Servais, Fridiric Back e Abi Feijó.

A exposição patente na Académica da Amadora estava organizada como uma espécie de "open space", compartimentada por pequenos módulos (acima de tudo editoriais). Numa visão de conjunto, o risco de monotonia causado pela uniformidade dos módulos era quebrado pela existência de figuras de BD recortadas em tamanho real. Um alegre Mortimer dava as boas-vindas aos visitantes, à entrada do pequeno labirinto de exposições.

O autor galardoado com o prémio Zé Pacóvio e Grilinho foi José Garcês.

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