ANO

RETROSPECTIVA | 2003

: 2003 |

XIV FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DA AMADORA

Acolhendo A Mulher como tema central, o FIBDA, que decorreu entre os dias 17 de Outubro e 2 de Novembro, apresentou um leque variado e diversificado de exposições, oriundas de diversos países, que confirmaram este evento como o mais consagrado do género em Portugal e um dos mais conceituados a nível internacional. O tema revelou-se uma boa escolha para o público menos ligado à banda desenhada, designadamente captando a atenção das revistas femininas.

Pela primeira vez desde que o Festival se mudou para a Escola Intercultural (deixando a Fábrica da Cultura), viram-se espaços concebidos à medida de exposições. A Escola Intercultural continuou a não permitir envolver a cidade da Amadora no mais importante acontecimento cultural local.

O FIBDA 2003 ficou, ainda, marcado pelos cancelamentos de última hora. Milo Manara (felizmente, os originais ainda apareceram a tempo de integrar a exposição), Miguelanxo Prado, Quino, Jim Borgman e Annie Goetzinger foram autores que acabaram por não vir à Amadora depois de terem sido dados como confirmados. Foi interessante ver como é que organização e público responderam a esta situação, passando à primeira linha autores como Eduardo Risso ou Michel Plessix.

Entre os aspectos positivos, voltam a salientar-se o fortíssimo empenho de todos os profissionais envolvidos (dos editores aos autores), e a presença e participação do público. Destaque para todos os autores portugueses que, apesar de relativamente pouco representados nas exposições, confirmaram ser parte essencial do Festival.

No que respeita ao peso do Festival nos planos nacional e internacional, releva desde logo que, como era de esperar, o FIBDA demonstrou que pode ser complementar a outro tipo de apostas (exposições mais alternativas como as do Salão Lisboa, ou apostas mais comerciais como o BD Fórum), mantendo-se como a grande referência do panorama da BD portuguesa. Em termos internacionais, interessa sobretudo sublinhar a recuperação – em termos de continuidade - da ligação com a BD de expressão latina.

Nesta edição destaque, igualmente, para a exposição de homenagem a Vasco Granja - Uma Vida Mil Imagens - que decorreu no Centro de Arte Contemporânea. Além desta mostra, o FIBDA acolheu, ainda, o cartoon, originais de Alain Corbel e uma exposição dedicada aos 80 anos do cinema de animação em Portugal, entre outras.

Os autores presentes nesta edição foram: Maurício de Sousa (Brasil), Lynn Jonhston (EUA), Eduardo Risso e Carlos Trillo (Argentina), José Carlos Fernandes, Luís Louro, Eugénio Silva, Artur Correia, José Ruy, José Garcês, Melinda Gebbie (Inglaterra), Michel Plessix (França), Adão Iturrusgarai (Brasil), Beatrice Tillier (França), Leah Moore (Inglaterra), Arlindo Fagundes, David Soares, Ricardo Ferrand, Miguel Rocha, Roberta Gregory (EUA), António Jorge Gonçalves, Alvarez Rabo (Espanha), Sandrine Revel (França), Xavier Dorison (França), Dinis Conefrey, Téhem (França), Luís Differ, Cinzia Ghigliano (Itália), Florence Cestac (França), Danielle Dubos (França), José Bandeira, Marina Palácio, Alain Corbel, Derradé, Ana Freitas, Alice Geirinhas, Rui Pimentel, André Carrilho, Ciça (Brasil) e André Letria.

Nesta edição foram premiados os seguintes trabalhos: "A Pior Banda do Mundo . O Museu Nacional do Acessório e do Irrelevante", de José Carlos Fernandes (Melhor Álbum Português); "A Rapariga do Poço da Morte", de Arlindo Fagundes (Melhor Argumento para Álbum Português); "Em Lume Brando", de André Carrilho (Melhor Desenho para Álbum Português); "Vincent e Van Gogh", de Gradimir Smudja (Melhor Álbum Estrangeiro editado em Portugal; "Namoros, Casamentos e Outros Desencontros", de José Bandeira (Melhor Álbum de Tiras Humorísticas); "Tertúlia BDzine" (Melhor Fanzine); "Sin City - A Cidade do Pecado", de Frank Miller (Clássicos da 9ª Arte); "Blacksad: Os Bastidores do Inquérito", de Diaz Canales e Juanjo Guarnido (Destaque Especial do Júri); "O Circo da Lua", de Marina Palácio (Melhor Álbum de Ilustração Infantil) e "Doutor Jekyll e Mister Hyde", de Mattoti e Kramsky (Prémio Juventude).

O Prémio AmadoraCartoon foi atribuído a José Vilhena, Zé Manel e Isabel Lobinho (Portugal) e Ermengol (Argentina).

Este ano, o Troféu de Honra foi atribuído a Maria Alice Andrade Santos e Maria Antónia Roque Gameiro Martins Barata Cabral.

Para visualizar fotografias clique aqui.

   
| home      | mapa do site      | contactos