ANO

RETROSPECTIVA | 2004

: 2004 |

XV FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DA AMADORA

A capital portuguesa da BD e, simultaneamente, o ponto de encontro internacional da banda desenhada em Portugal decorreu entre os dias 22 de Outubro e 7 de Novembro.

Este ano, a primeira novidade foi o novo cenário para o núcleo central do Festival: a nave comercial da Estação do Metropolitano da Falagueira (Amadora/Este). Um espaço amplo, com cerca de 2500 metros quadrados, privilegiado em termos de transportes públicos (Metro e Lisboa Transportes) e zona de estacionamento. Uma localização privilegiada para quem quis entrar no “mundo dos quadradinhos”, na grande Festa da Banda Desenhada.

Mais uma vez, o Festival apresentou um conjunto de exposições de inegável qualidade, entre as quais a mostra “100 BD’s do Século XX”, resultado de um inquérito mundial realizado a críticos de BD, directores de Festivais e de Museus e Centros, especialistas e outros agentes do mundo da 9ª Arte. Esta exposição ocupou uma parte significativa da área expositiva, aliando os originais dos diferentes autores referenciados a outros elementos como os respectivos livros e "bonecada" com as diversas personagens. O Festival Internacional de BD da Amadora apresentou, ainda, exposições colectivas de BD da Argentina e Flamenga, muito bem representadas com inúmeros autores presentes, e diversas individuais, entre as quais a mostra de André Carrilho, o autor português em destaque, e uma mostra de Seth Fisher, naquela que foi uma das últimas presenças em público do autor norte-americano, falecido pouco tempo depois.

Com esta edição, o FIBDA contabilizou 15 edições. Neste ano, o Festival Internacional de BD da Amadora evidenciou um percurso marcado por quatro grandes fases: a infância, nas três primeiras edições; a adolescência, entre 1993 e 1996; a entrada na idade adulta, entre 1997 e 1999; e a plena maturidade, a partir de 2000.

Como é habitual, o FIBDA descentralizou exposições por outros equipamentos municipais: Galeria Municipal Artur Bual, Casa Roque Gameiro e Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem. Neste último espaço, esteve patente uma exposição sobre Neil Gaiman, um argumentista de renome e que trouxe à Amadora alguns autores que trabalharem com ele, como Brian Talbot e José Villarrubia.

Os autores presentes nesta edição foram Seth Fisher (EUA); Brian Talbot (Inglaterra); Ziraldo (Brasil); Luís Louro; Eugénio Silva; André Carrilho; Liniers e Juan Sasturian (Argentina); Miguel Rocha; Richard Camara; José Abrantes; Patricia Breccia (Argentina); Achdé e Guerra (França); José Villarrubia (Espanha); Johann De Moor (Bélgica); Carla Pott; José Carlos Fernandes; José Ruy; Lorenzo Gomez (Espanha); José Garcês; Claude Moliterni (França); Luís Pinto Coelho; Pedro Leitão; Rui Ricardo; Eliseu Gouveia; Alvarez Rabo (Espanha); Miguel Rep (Argentina); Jorge Gonzalez (Argentina); Gonçalo Garcia; Esgar Acelerado; Ricardo Ferrand; .

Nesta edição foram premiados os seguintes trabalhos: "A Vida numa Colher - Beterraba", de Miguel Rocha (Melhor Álbum Português); "A Grande Enciclopédia do Conhecimento Obsoleto", de José Carlos Fernandes (Melhor Argumento para Álbum Português); "A Vida numa Colher - Beterraba", de Miguel Rocha (Melhor Desenho para Álbum Português); "Palestina, Uma Nação Ocupada", de Joe Sacco (Melhor Álbum Estrangeiro editado em Portugal); "Os Sobrinhos do Capitão", de Joe Musial (Melhor Álbum de Tiras Humorísticas); "O Sonho de Mariana", de Danuta Wojciechowska (Melhor Livro de Ilustração Infantil); "A Saga do Tio Patinhas", de Don Rosa (Clássicos da 9ª Arte); "Tertulia BDZine" (Melhor Fanzine) e "32 de Dezembro", de Enki Bilal (Prémio Juventude).

O Prémio AmadoraCartoon foi atribuído a Zé Oliveira (Portugal), Gogue (Espanha) e Omar Perez (Argentina).

Este ano, o Troféu de Honra foi atribuído a A.J. Ferreira.

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