ANO

RETROSPECTIVA | 2006

: 2006 |

XVII FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DA AMADORA

O tema central desta edição do Festival, que decorreu entre os dias 20 de Outubro e 5 de Novembro, foi "17 Graus Periféricos e o Resto do Mundo". Este Festival de BD da Amadora ficou marcado por duas situações: nova localização do núcleo central - Forum Luís de Camões - e a apresentação da maior exposição jamais organizada com autores da América Latina.

Em relação ao novo espaço para acolher o núcleo central, pode-se dizer que, para alguns, foi um reavivar da memória pois a disposição das exposições e o enorme espaço fez lembrar a Fábrica da Cultura, que acolheu inúmeras edições.

O tema central do Festival fez-se reflectir, e não podia ser o contrário, nas exposições apresentadas, nomeadamente, no piso inferior com mostras de banda desenhada da América Latina, África "negra", Mundo Árabe e Leste Europeu. Como já referido, neste espaço foi apresentada a maior mostra de autores latino-americanos alguma vez organizada em todo o Mundo, com trabalhos oriundos do Brasil, Argentina, Costa Rica, Chile, Colômbia, México, Paraguai, Peru, Venezuela, Cuba, Uruguai e Bolívia. Numa edição, francamente, marcada pelo número 17, o FIBDA apresentou uma exposição de 17 autores portugueses contemporâneos: Alain Corbel, André Lemos, António Jorge Gonçalves, Daniel Maia, Diniz Conefrey, Filipe Abranches, Isabel Carvalho, João Fazenda, José Carlos Fernandes, Luís Louro, Miguel Rocha, Nuno Saraiva, Pedro Nora, Ricardo Ferrand, Richard Câmara, Rui Lacas e Susa Monteiro.

Nesta edição, outras exposições foram bastante apreciadas: retrospectiva de Filipe Abranches, Decálogo, de Giroud, Novas da BD de Nuestros Hermanos, com Angel de la Calle, David Rubin e Lorenzo Gomez, e O Mosquito-uma máquina de histórias, esta última apresentada no CNBDI. Assim, nesta mostra, a Amadora prestou uma homenagem a Cardoso Lopes e assinalou os 70 anos do surgimento de O Mosquito.

O FIBDA, uma vez mais, permitiu ao público ficar a conhecer outras tendências artísticas, outros mundos da banda desenhada. Este sempre foi, também, um dos propósitos do Festival de BD da Amadora. Outro dos papéis do Festival também foi o de "dar a mão" a autores portugueses que conseguiram tornar realidade o sonho. Falamos, nesta edição, de três autores - Eliseu Gouveia, Ana Freitas e Miguel Montenegro - que mostraram na Amadora os seus trabalhos publicados no competitivo mercado norte-americano.

Os autores presentes nesta edição foram Frank Giroud (França); Alessandro Barbucci (Itália); André Lemos; Artur Correia; Jean-Claude Denis (França); Aurelia Aurita (Japão); Mauricio de Sousa (Brasil); Rui Lacas; Miguel Rocha; Richard Camara; José Abrantes; Eric Lambé (Bélgica); David Soares; Mário Freitas; José Carlos Fernandes; Stassen (Bélgica); José Ruy; Angel de la Calle (Espanha); José Garcês; Sergio Salma(França); Sasa Rakezic (Sérvia); Luís Louro; António Jorge Gonçalves; Pedro Leitão; Etienne Davodeau (França); Derradé; Pepedelrey; Eduardo del Rio (México); Daniel Maia; João Fazenda; Ricardo Ferrand; Fernando Dordio Campos; Filipe Teixeira; Frederique Boilet (França); Yvan Alagbé (França); Filipe Andrade; Luís Henriques; Lorenzo Gomez e David Rubin (Espanha); Isabel Carvalho; Carlos Geraldes; Sid Ali Melouha (Argélia); Filipe Pina; Nuno Saraiva; Sergei; Eliseu Gouveia; Hamed Nohaiti (Marrocos); Tomaz Lavric (Eslováquia); Krzysztof Gawronkiewicz (Polónia); Pedro Nora; Susana Monteiro.

Nesta edição foram premiados os seguintes trabalhos: "Salazar, Agora na Hora da sua Morte", de Miguel Rocha e João Paulo Cotrim (Melhor Álbum Português); "Salazar, Agora na Hora da sua Morte", de João Paulo Cotrim (Melhor Argumento para Álbum Português); "Salazar, Agora na Hora da sua Morte", de Miguel Rocha (Melhor Desenho para Álbum Português); "Cidade de Vidro", de Paul Austen, Paul Karasik e David Mazzuchelli (Melhor Álbum Estrangeiro editado em Portugal); "O Amor é no Inferno", de Matt Groening (Melhor Álbum de Tiras Humorísticas); "A Máquina Infernal", de Alain Corbel (Melhor Livro de Ilustração Infantil); "História de O", de Guido Crepax (Clássicos da 9ª Arte); "O Menino Triste - Os Livros" (Melhor Fanzine) e "Salazar, Agora na Hora da sua Morte", de Miguel Rocha e João Paulo Cotrim (Prémio Juventude).

O Prémio AmadoraCartoon foi atribuído a Zé dos Alicates (Portugal) e Stane Jagodic (Eslovénia).

Este ano, o Troféu de Honra foi atribuído a Mariana Simões Lopes Pereira Viegas.

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